domingo, abril 11, 2010

Os filmes e as horas...

Quando saiu no cinema o filme "As Horas" (de 2002) eu fui ver bem feliz...com meus 19 anos pensei que estava na hora de ver uns filmes mais "densos"...doce ilusão!! Não entendi nada, fiquei louca da vida e passei anos achando que tinha perdido alguma coisa quando alguém me dizia que tinha amado o filme...
Durante esse tempo, eu sempre dizia "pode ser que eu não tenha entendido, mas o filme é uma bosta" hehehe E queria ver novamente depois de alguns anos, pra ter certeza que era ruim...Esses dias tive a oportunidade de ver novamente.

Eu acredito que além de entender, tanto filmes quanto livros, o importante é se identificar. Por isso sempre tenho receio de indicar alguma coisa...tem gente que entende de um jeito, que se identifica de outro...acho que assim como o nosso cérebro faz relações quando apenas vemos o rosto de alguém e não gostamos, sem saber conscientemente que é por alguma semelhança com algo ou alguém que já não gostávamos antes, entendemos e gostamos de acordo com as nossas experiências anteriores.

Sei lá...eu devo ter dormido no cinema hahaha Mas falando sério, o filme é bem legal, daqueles "atemporal"...é um dramalhão, mas nada de diferente do dramalhão cotidiano da vida da gente...só que sintetizado no mesmo filme. Uma escritora (Nicole Kidman) com problemas psiquiátricos (que no fundo era bem normal, só estava fora do tempo dela). Outra mulher (Julianne Moore) que aparentemente vivia uma vida "normal" em família, mas que não era o que ela queria pra ela, acaba abandonando os filhos e o marido. Posteriormente, um desses filhos abandonado por ela está "nas últimas" e a terceira mulher da história está cuidando dele, fugindo dos próprios problemas.
Uma das partes mais interessantes é quando ele (Ed Harris) diz pra ela (Meryl Streep) que é ela que o mantém vivo. Que sem ele, ela teria que olhar para si mesma. E ele tem toda razão.

Como é legal essa parte de se identificar. E como a gente fica feliz e gosta, por mais triste que seja. Acho que é a sensação de não estar sozinho no mundo...ou de não estar fazendo merda sozinho...hehehe
É bom ver uma mulher que não precisava da "estrutura família" pra se sentir feliz, e que até hoje as pessoas não compreendem como é isso. Que existem mulheres que não precisam ser mães, que isso não é tão natural (em função dos indivíduos que gera) quanto parece.

Quase tão bom quanto "Volver" ou "Fale com Ela". Quase. =P

Eu gosto tanto de ver filmes que eu já ví! Acho que é o medo da decepção...e a minha memória que anda péssima...ontem eu ví novamente "Perfume - A história de um assassino", para lembrar das técnicas que o cara usava, pra poder usar também - na minha profissão - hahahaha tô brincando...e ví "Crepúsculo", pq eu só não sou emo pq não tinha isso na minha época hehehe. Hoje ví o "Alladin" enquanto lia o ciclo da uréia...e talvez eu veja "A Branca de Neve"...ou "Inimigos Públicos"...hahahaha
Sou assim meio "eclética" mesmo...mas quero ver uns filmes novos, alguns que ganharam Oscar este ano, alguns estrangeiros...eu ando meio empacada em função da faculdade...acabo ligando a TV e vendo oq está passando na hora...Aliás, ví estes tempos aquele "Sete Vidas"...chorei que nem uma condenada...mas é bom né?!

Estou esperando muito pela "Alice"...sempre adorei a história (minha filha ia se chamar Alice em função do conto) e sempre adorei o Tim Burton. Amo "O estranho mundo de Jack" e o "Beetlejuice" - popular "Os fantasmas se divertem" - adoro as cores, os tamanhos, os enredos...mas ainda estou com medo dessa junção toda e da minha Alice...


Pra finalizar hoje, uma frase que ouvi de um cara aqui de Porto Alegre, que foi ser monge budista na Índia, num programa bem legal (na RBS - Longe de Casa) sábado:
" Se você quiser saber quem vai ser no futuro, olhe para o seu presente."

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