... sabe o "#%" que tem!!
Quando a Helena (minha sobrinha) nasceu, já fazia um tempo que eu andava amadurecendo algumas idéias - ou decisões- sobre a minha vida... mais especificamente sobre casamento e filhos. Já tinha aceitado a "não eternidade" do casamento, junto com suas tantas falhas, somado aos depoimentos de muitas pessoas casadas e separadas que relatam a mesma coisa: quer acabar com o amor e o romance? Case-se!!
Tem gente que diz que quer companhia na velhice e que não quer morrer sozinho... bom, não preciso dizer que todo mundo morre sozinho... e casar para ter um companheiro, isso pode ser feito em qualquer momento da vida, inclusive depois dos 60 anos...
Ainda tem quem diga que quer casar para formar uma família... quando a idéia de ter filhos estava querendo partir da minha cabeça, ainda ponderei "quem sabe o pai dos meus filhos vai dividir as tarefas de cuidar deles e da casa comigo?"... daí pensei: acorda Gabriela. Não acho que eu nasci pra ser "nós 4 ou 5 - o que é meu é nosso (meu dinheiro, minha saúde, meu tempo, minha disposição, minha paciência...) o que é teu só Deus sabe". Nada tão eterno e durável - sem ter volta- me agrada.
Eu respeito muito isso e admiro a coragem das pessoas... Acredito sim nas intenções de quem faz isso, não digo que está certo ou errado, apenas digo que, ao meu ver, não serve para mim.
Casamento e filhos é como um segundo emprego. Ou segundo e terceiro, juntos.
Mas, como diria o Lulu, "tudo muda o tempo todo no mundo...". Tenho consciência que algumas coisas podem mudar e milagres acontecem, embora eu não acredite e nem espere por esse.
Voltando ao nascimento da Helena, quando eu finalmente conheci aquela coisa fofa que estava há tanto tempo dentro da barriga da minha irmã, e pude ver de perto o tal de "milagre da vida", percebi que é sim um milagre e que é lindo e maravilhoso. Parecia que nós éramos um todo, e ela era como um brotinho que nasce em um planta, que vem compor mais uma parte, agora essencial, de todos nós. E que vai crescer, se desenvolver e nós vamos colaborar para isso.
Desde aqueles dias, eu senti como se tivesse nascido para ser tia. Toda vontade que um dia (tão remoto que não me recordo) eu tive de ter filhos, passou. Era como se eu estivesse descobrindo minha verdadeira vocação: "ser tia".
É egoísmo eu não querer me doar exclusivamente, o tempo todo, o resto da vida, à alguém? Então sou egoísta. Mas não sou apenas egoísta... sou prevenida também. Eu tenho dúvidas se tenho condições de ser estável o suficiente, de ter paciência o suficiente, enfim, de ser boa o suficiente para educar e dar ao mundo uma pessoa saudável e independente. E essa dúvida é um ponto decisivo, é a palavra "responsabilidade" piscando em luzes neon. Apenas sei que teria amor suficiente.
A Helena dormiu duas noites aqui em casa nesse final de semana e foi bem divertido. Finalmente criei coragem para trocar as fraldas dela, sujas de cocô e tudo, e até rolou um banho, uma ida ao super... eu não querer ter filhos faz com que seja muito melhor isso tudo. Eu poderia ficar muito tempo com ela... não é a criança em si que me desencoraja e sim a palavra "mãe" e suas implicações. Sem essa relação, tudo pode ser perfeito.
Se alguém jurar que uma família é exclusivamente composta por pais e por filhos, vou dizer então que talvez 17 anos de vida em família sejam suficientes para mim.
Se eu me esforço e penso em um filho meu, não penso em um que saiu de mim. Penso em um que eu escolhi e que me escolheu, que talvez até já tenha nascido, e que talvez ainda fique uns anos em algum lugar até que nossos caminhos se cruzem.
Eu sei que tudo isso pode mudar... eu sou bem orgulhosa, mas não sou burra. Sei que algumas decisões não partem apenas de uma pessoa e certamente eu ainda não encontrei (ou não tenho ao meu lado) a pessoa que vai me fazer querer mudar de idéia.
Mas por hoje é só!!
Eu ando muito feliz, conseguindo dar andamento na vida... de forma saudável e principalmente em paz!
Eu ando meio ausente pois minha cabeça anda fazendo muitos planos... organização financeira pra conseguir comprar minhas coisinhas, guardar dinheiro e ainda comer e me divertir! hehehe Que livros vou comprar na Feira do Livro... guardar dinheiro para o fim do ano, comprar meu perfume com alguém que vá para algum "Free Shop", adotar aquelas cartinhas que as crianças mandam para o Papai Noel dos correios...tô fazendo dieta, pela primeira vez na vida, pra perder uns centímetros em alguns lugares específicos hehehe Caminhadas no Ipanema, horário de verão dia 16 de outubro...Tô vendo o sucesso no horizonte!! hahaha
Um beijão... quando não estou escrevendo, sinto falta do meu blog...=(
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